Obesidade no mundo: dados alarmantes e perspectivas até 2030
A obesidade no mundo já é reconhecida como uma epidemia global em ritmo acelerado, com impactos
11/09/2025
A obesidade no Brasil cresce em ritmo acelerado e já é considerada um dos maiores problemas de saúde pública nacional. O Atlas Mundial da Obesidade 2025 (World Obesity Federation 2025) aponta que até 2025, 68% dos adultos terão IMC alto e 31% estarão em condição de obesidade. Para 2030, o número de brasileiros adultos com sobrepeso ou obesidade deve chegar a 119 milhões de pessoas.
Esse avanço coloca o país entre os que mais rapidamente caminham para cenários de alto impacto em saúde pública e custos no sistema de saúde.
Neste artigo, vamos analisar:
Boa Leitura!
A obesidade é uma doença crônica caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, que compromete a saúde e aumenta o risco de doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs). Trata-se de uma condição grave porque está diretamente associada a maior mortalidade prematura, redução da expectativa de vida e queda significativa na qualidade de vida.
O diagnóstico é feito principalmente pelo Índice de Massa Corporal (IMC), e os níveis são classificados em:
Além do IMC, fatores como circunferência abdominal e composição corporal também ajudam a identificar riscos, já que a obesidade visceral (gordura abdominal) está diretamente ligada a maior probabilidade de infarto e síndrome metabólica.
Os principais fatores associados ao desenvolvimento da obesidade incluem alimentação inadequada, falta de atividade física, predisposição genética, condições socioeconômicas e ambientes urbanos que favorecem o consumo de ultraprocessados.
A obesidade no Brasil não é um fenômeno recente: trata-se de um problema estrutural em expansão contínua, influenciado pelo aumento do consumo de ultraprocessados, pela urbanização acelerada e pela falta de políticas consistentes de prevenção.
Os dados mostram um crescimento constante:
O termo IMC alto (≥25 kg/m²) inclui tanto casos de sobrepeso (25–29,9 kg/m²) quanto de obesidade (≥30 kg/m²). Já a prevalência de obesidade isolada (≥30) é sempre menor que a de IMC alto, pois representa apenas uma parte desse grupo. Essa diferenciação é essencial para interpretar corretamente os dados e orientar políticas públicas.
Em 2030, os números se tornam ainda mais preocupantes ao detalhar por sexo:
A obesidade não pressiona apenas estatísticas, mas também o funcionamento do sistema de saúde e a expectativa de vida dos brasileiros. As doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) — como diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares e alguns tipos de câncer — estão diretamente ligadas ao excesso de peso e representam uma das maiores ameaças à saúde pública no país.
A obesidade não pressiona apenas estatísticas, mas também o sistema de saúde e a expectativa de vida:
💡 Insight para fornecedores: esse cenário pressiona o SUS a expandir licitações de medicamentos antidiabéticos e insulinas, além de testes laboratoriais e insumos de monitoramento.
A obesidade no Brasil não evolui de forma uniforme: ela reflete desigualdades históricas e socioeconômicas entre as regiões do país.
💡 Insight para fornecedores: as diferenças regionais impactam diretamente o perfil das licitações públicas. Enquanto o Nordeste pode concentrar editais emergenciais para insumos hospitalares e programas de atenção básica, o Sudeste tende a reforçar compras de medicamentos de uso contínuo e tecnologias de monitoramento para DCNTs. Empresas que compreendem essa heterogeneidade podem adaptar suas propostas e conquistar maior competitividade nos pregões.
A obesidade não representa apenas um problema clínico, mas também um dos maiores desafios econômicos e sociais do Brasil nas próximas décadas. O excesso de peso eleva drasticamente os custos diretos em saúde pública — como internações, medicamentos de uso contínuo e exames de acompanhamento — e gera custos indiretos, como perda de produtividade, absenteísmo e aposentadorias precoces.
Esse cenário pressiona o orçamento do SUS e compromete recursos que poderiam ser direcionados a outras áreas prioritárias da saúde. Além disso, impacta a competitividade da economia brasileira ao reduzir a capacidade produtiva da população economicamente ativa.
Segundo o Índice CUS-DCNTs, o Brasil atingiu 75,9 em 2021, com variação de 3% desde 2015, confirmando que o país está longe de conter o avanço dos custos crescentes associados à obesidade e às doenças crônicas não transmissíveis.
💡 Insight para fornecedores: além da saúde hospitalar, cresce a demanda por licitações em saúde ocupacional, voltadas para a qualidade de vida de servidores públicos. Programas de bem-estar, prevenção de doenças crônicas e monitoramento de saúde estão se consolidando como oportunidades de negócio em editais federais, estaduais e municipais.
O Atlas Mundial da Obesidade 2025 destaca que o Brasil já implementou algumas políticas públicas importantes no enfrentamento da obesidade. Entre elas estão:
Porém, ainda há lacunas:
Isso significa que, embora existam iniciativas pontuais, o Brasil ainda carece de um plano nacional robusto, capaz de articular setores como saúde, educação, economia e agricultura em uma estratégia unificada de enfrentamento da obesidade. Essas lacunas mostram que há espaço para inovação em políticas públicas e licitações.
Para conter a epidemia até 2030, especialistas defendem políticas multissetoriais:
Esses caminhos não apenas reduzem a pressão sobre hospitais e o gasto com medicamentos de uso contínuo, como também ampliam a qualidade de vida da população. A evolução das políticas públicas já aponta para mudanças em editais de compras governamentais. Licitações de merenda escolar e programas sociais deverão trazer critérios nutricionais cada vez mais rigorosos, enquanto soluções de alimentação balanceada e saudável tendem a ganhar destaque. Empresas que se anteciparem a essas exigências terão vantagem competitiva em pregões do setor público.
A seguir, reunimos algumas das dúvidas mais comuns sobre a obesidade no país:
Os estados do Sul e Sudeste apresentam maior prevalência, mas o crescimento é mais acelerado no Norte e Nordeste.
Impostos sobre bebidas açucaradas, restrições ao marketing infantil e diretrizes alimentares nacionais.
Sim. O Brasil registra aumento constante de obesidade infantil, que se torna um dos principais fatores de risco para a obesidade adulta.
Ela aumenta os custos com internações, medicamentos de uso contínuo e insumos hospitalares, além de comprometer recursos destinados a outras áreas da saúde.
A obesidade no Brasil é um problema estrutural de saúde pública, que avança de forma desigual entre regiões e pressiona cada vez mais o SUS. Mesmo com políticas já implementadas, como tributação de bebidas açucaradas e diretrizes nacionais, o país ainda convive com altos níveis de inatividade física, consumo elevado de ultraprocessados e lacunas de integração entre prevenção e assistência.
Se nada mudar, o Brasil poderá estar entre os países com maiores taxas de obesidade do mundo até 2035. Para os gestores públicos, isso significa mais pressão sobre orçamentos, aumento de licitações em medicamentos e insumos hospitalares, e maior necessidade de programas preventivos estruturados. Confira também Obesidade no Mundo: dados alarmantes e perspectivas até 2030.
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