Câncer de mama: sintomas, conceitos e panorama no Brasil
O câncer de mama é a neoplasia mais incidente em mulheres no Brasil e um dos
04/09/2025
O câncer de mama é a neoplasia mais incidente no mundo e no Brasil, responsável por quase 30% de todos os diagnósticos em mulheres. Além de ser um problema de saúde pública, a doença representa um desafio econômico para o Sistema Único de Saúde (SUS) e para o setor privado, demandando investimentos constantes em prevenção, diagnóstico precoce, tratamento e acompanhamento.
Neste artigo, vamos analisar:
Boa leitura!
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), com base no GLOBOCAN (Global Cancer Observatory, do IARC – International Agency for Research on Cancer), o câncer de mama é hoje o tipo de câncer mais diagnosticado no mundo.
O GLOBOCAN é uma base internacional que reúne estimativas de incidência, mortalidade e prevalência de câncer em 185 países. Ele é referência para autoridades públicas, pesquisadores e empresas, pois orienta políticas de controle, planejamento de compras governamentais e estratégias de fornecedores.
Os dados mais recentes mostram:
As projeções para 2040 (OMS/IARC) indicam aumento expressivo, apenas pelo crescimento e envelhecimento populacional:
Dica fornecedor governo: entender essas tendências globais é estratégico. Tecnologias já demandadas em outros países — como novos anticorpos monoclonais, terapias-alvo ou sistemas digitais de rastreamento — costumam ser incorporadas rapidamente no Brasil via Conitec e atualizações dos PCDTs (Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas), gerando oportunidades em licitações de saúde.
Para entender como esse movimento também ocorre em outras doenças, veja: Panorama do Câncer 2025: impacto nas políticas públicas e oportunidades nas licitações de saúde.
Veja os números relacionados ao câncer de mama no Brasil:
Segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer), a estimativa para o triênio 2023–2025 é de 73.610 novos casos anuais, correspondendo a quase 30% de todos os diagnósticos femininos.
A incidência é maior nas regiões:
O impacto econômico é elevado e pressiona tanto o orçamento público quanto o setor privado.
Dica fornecedor governo: custos crescentes pressionam o orçamento público e abrem espaço para fornecedores que apresentem soluções de custo-efetividade, como medicamentos genéricos, biossimilares e tecnologias de rastreamento precoce.
Para aprofundar: Como utilizar a gestão de licitação pública de forma estratégica?
O tratamento do câncer de mama no Brasil está estruturado em redes de atenção:
Além disso, o PCDT (Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas) de câncer de mama define:
As licitações em oncologia são estratégicas no setor público. No câncer de mama, incluem:
Dica fornecedor governo: sempre valide os códigos CATMAT/CATSER no Painel de Preços e ComprasNet.
Para um guia prático, veja: Você realmente sabe o que é licitação?
A Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS) é o órgão responsável por avaliar evidências científicas, econômicas e sociais antes de recomendar a incorporação de novos medicamentos, exames e dispositivos médicos no SUS. Suas decisões têm efeito direto no mercado público, pois definem:
Exemplo prático: a incorporação dos biossimilares de trastuzumabe (terapia-alvo para tumores HER2 positivos) reduziu significativamente os custos para o SUS e abriu espaço para novos fornecedores competirem em editais, deslocando o mercado de grandes multinacionais para também incluir produtores nacionais e regionais.
Outro caso relevante foi a ampliação do uso de pertuzumabe em esquemas combinados, o que gerou aumento no volume de compras públicas e na complexidade dos editais, já que exigem comprovação de registro Anvisa, cadeia logística qualificada e garantias de fornecimento contínuo.
Além disso, a Conitec já avaliou e incorporou outras terapias relevantes em oncologia, como palbociclibe (inibidor de CDK4/6) em 2022, reforçando a tendência de entrada de terapias inovadoras de alto custo no SUS.
Dica fornecedor governo: acompanhar de perto as consultas públicas da Conitec é uma estratégia competitiva. Muitas vezes, a janela entre a decisão e a publicação de editais é de poucos meses. Fornecedores que se antecipam já estruturam logística, certificações e proposta técnica antes da concorrência, garantindo vantagem no mercado.
Confira as perguntas mais realizadas a respeito desse assunto:
Sim. Inclui cirurgia, quimioterapia, radioterapia, hormonioterapia e terapias-alvo.
Ela exige início rápido do tratamento, gerando licitações emergenciais e contratos contínuos.
O câncer de mama seguirá como prioridade no SUS e continuará movimentando editais de grande porte. Para fornecedores governo, trata-se de um mercado estável, crescente e de alta exigência técnica, onde a diferenciação vem de custo-efetividade, inovação e conformidade regulatória.
Quem acompanha dados epidemiológicos, atualizações da Conitec e fluxos do PCDT de câncer de mama, consegue prever demandas futuras e estruturar propostas mais competitivas.
Para ampliar contexto e estratégias:
Lançado em 2014, o In Club é uma iniciativa IBIZ®, referência tecnológica na captura, tratamento, entrega, gestão e inteligência da informação para o mercado de Compras Públicas. A proposta do In Club é integrar a extensa rede de empresas, profissionais prestadores de serviços e fornecedores que atuam direta e indiretamente no mercado de Compras Públicas, tornando-se uma referência, um ponto de encontro.
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