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  • Atividade física como política pública: o que fornecedores precisam saber para atuar nesse mercado em expansão
11/12/2025

Atividade física como política pública: o que fornecedores precisam saber para atuar nesse mercado em expansão

Atividade física como política pública: o que fornecedores precisam saber para atuar nesse mercado em expansão

A atividade física deixou de ser um tema restrito ao campo da saúde para se tornar uma política pública estruturante no Brasil. Com o avanço do sedentarismo e o aumento das doenças crônicas, governos municipais, estaduais e federais passaram a investir de forma contínua em programas, equipamentos, infraestrutura e serviços voltados à promoção do movimento.

Esse movimento tem impacto direto no mercado: cresce o número de licitações relacionadas à prática corporal, revitalização urbana, espaços comunitários, programas de bem-estar e soluções tecnológicas integradas.

Esse avanço não fica só no discurso: ele se traduz em aumento concreto de editais, contratação de serviços continuados e investimentos estruturais registrados no PNCP.

Para fornecedores públicos, trata-se de um mercado em expansão, altamente influenciado por políticas nacionais, pela Atenção Primária e pela agenda de promoção da saúde.

Boa leitura!

 

O cenário epidemiológico que impulsiona a agenda de atividade física

 

A evolução das políticas públicas de atividade física está diretamente associada ao impacto das doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) e ao custo anual gerado pelo sedentarismo no SUS. A combinação de dados epidemiológicos e diretrizes nacionais demonstra porque o tema se tornou prioridade e porque a demanda por infraestrutura, programas e serviços segue crescendo.

À medida que municípios ampliam suas ações em educação, saúde e convivência social, a necessidade de contratar soluções estruturadas aumente, o que oferece um cenário favorável para fornecedores preparados.

 

Dados que explicam a urgência

 

Antes de analisar as políticas públicas, é importante compreender como o cenário epidemiológico pressiona gestores municipais e estaduais a investir em infraestrutura, programas e serviços voltados à atividade física. Os dados recentes mostram um quadro que impacta diretamente o planejamento das secretarias e a lógica das compras públicas.

  • 46% dos adultos brasileiros não realizam o mínimo de atividade física recomendado pela OMS.
  • As DCNTs relacionadas à inatividade respondem por 72% das mortes no país.
  • O SUS gasta mais de R$ 1 bilhão por ano com doenças associadas ao sedentarismo.
  • Após a pandemia, aumentaram afastamentos por causas musculoesqueléticas e crônicas, ampliando a pressão sobre a APS.

Esses números deixam claro que a agenda de atividade física não é apenas uma diretriz de bem-estar, mas uma necessidade econômica e sanitária para reduzir internações, controlar custos e melhorar indicadores de qualidade de vida.

Nos últimos três anos, o PNCP registrou crescimento consistente nas contratações de infraestrutura urbana saudável, incluindo academias ao ar livre, revitalização de espaços de convivência e serviços de promoção da saúde.

Por isso, governos têm ampliado contratações de equipamentos urbanos, programas comunitários, serviços especializados e soluções tecnológicas que apoiem a prática regular de atividade física no território.

 

Políticas públicas que estimulam atividade física no Brasil

 

A atividade física ocupa hoje uma posição central em programas federais e iniciativas intersetoriais. Essas políticas estruturam editais de compras, definem metas para municípios e ampliam a contratação de profissionais, oficinas, infraestrutura e tecnologia.

Além disso, consolidam a atividade física como elemento transversal de educação, assistência social, urbanismo e saúde pública.

 

Programa Saúde na Escola (PSE)

 

O PSE estimula práticas corporais e ações educativas, gerando demanda por:

  • oficinas de movimento;
  • formações de profissionais;
  • materiais pedagógicos;
  • tecnologias de monitoramento.

 

Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS)

 

Fortalece iniciativas como:

  • mobilidade ativa;
  • ambientes urbanos saudáveis;
  • projetos comunitários de prática corporal.

 

Saúde do trabalhador

 

Órgãos públicos têm ampliado contratações de:

  • ginástica laboral;
  • ergonomia preventiva;
  • plataformas digitais de bem-estar.

 

Infraestrutura pública: academias ao ar livre como eixo de bem-estar comunitário

 

As academias ao ar livre tornaram-se símbolo da política pública de promoção da atividade física. Elas combinam infraestrutura de baixo custo, impacto social elevado e capacidade de atender diferentes faixas etárias.

Ao integrar espaços de convivência, saúde mental, prevenção e urbanismo, tornam-se objeto frequente de licitações e emendas parlamentares.

 

Programa Academia da Saúde

 

Retomado com força a partir de 2023, o programa impulsionou:

  • construção e revitalização de polos;
  • integração com UBS e NASF;
  • oferta de oficinas, instrutores e atividades permanentes.

Cada polo gera demanda por licitações envolvendo:

  • equipamentos de aço;
  • iluminação pública;
  • pisos adequados;
  • mobiliário urbano;
  • manutenção contínua.

 

Oportunidades diretas para fornecedores

 

Fornecedores podem atuar em:

  • equipamentos externos;
  • obras e implantação;
  • manutenção preventiva;
  • sinalização e comunicação visual;
  • projetos educativos;
  • soluções digitais de impacto.

 

Oportunidades estratégicas de licitação para fornecedores

 

A consolidação da atividade física como política pública gera um mercado amplo que combina infraestrutura, serviços especializados e tecnologia. Essas oportunidades se distribuem entre secretarias de Saúde, Educação, Esportes, Assistência Social e Planejamento Urbano.

 

Programas de bem-estar para servidores

 

Com o aumento dos afastamentos por causas musculoesqueléticas e o foco crescente em saúde ocupacional, órgãos públicos passaram a investir em iniciativas que promovem movimento durante a jornada de trabalho. Esses programas reduzem custos com absenteísmo e fortalecem políticas internas de cuidado, ampliando a demanda por soluções especializadas.

  • ginástica laboral;
  • ergonomia;
  • oficinas corporais;
  • plataformas digitais.

 

Projetos educacionais e comunitários

 

Escolas, CRAS, centros comunitários e secretarias de esportes estruturam projetos que integram atividade física, convivência social e prevenção de doenças. Essas iniciativas ampliam o alcance das políticas públicas e geram oportunidades recorrentes para fornecedores que atuam com programas sociais e ações educativas.

  • atividades esportivas escolares;
  • oficinas para idosos;
  • mobilização comunitária.

 

Soluções digitais

 

A digitalização da gestão pública também chegou às políticas de atividade física. Ferramentas digitais ajudam gestores a monitorar participação, mensurar impacto e construir evidências para tomada de decisão, um movimento que abre espaço para fornecedores de tecnologia aplicados à saúde e ao bem-estar.

  • aplicativos;
  • plataformas de acompanhamento;
  • dashboards para gestores.

 

Consultorias e capacitações

 

Com a expansão das políticas de promoção da saúde, municípios e estados precisam qualificar equipes, estruturar programas e profissionalizar intervenções. Esse cenário amplia a demanda por consultorias especializadas, formações técnicas e treinamentos que apoiem gestores e educadores.

  • programas estruturados;
  • formações técnicas;
  • treinamentos intersetoriais.

 

Infraestrutura urbana

 

A criação e revitalização de espaços públicos para prática corporal, como academias ao ar livre e praças esportivas, consolidou-se como uma das frentes mais frequentes de investimento municipal. Infraestrutura urbana bem planejada melhora indicadores de saúde e fortalece a convivência comunitária, ampliando oportunidades para fornecedores de construção e mobiliário urbano.

  • academias ao ar livre;
  • praças esportivas;
  • mobiliário urbano.

 

O que fornecedores devem monitorar daqui para frente

 

A evolução das políticas públicas de atividade física está ligada a mudanças epidemiológicas, diretrizes federais e orçamento público. A leitura desses movimentos é essencial para prever demanda e ajustar estratégias comerciais.

Além disso, o PNCP se tornou o principal repositório de editais, facilitando o acompanhamento de contratações municipais e estaduais.

  • Leia mais: Como Encontrar Nichos Pouco Disputados nas Licitações

 

 Sinais estratégicos de mercado

 

A leitura dos movimentos normativos e orçamentários é fundamental para antecipar onde estarão as próximas demandas públicas. Esses sinais ajudam fornecedores a entender o ritmo das contratações, os setores que ganharão prioridade e como as políticas federais influenciam editais municipais e estaduais. A combinação desses fatores indica que o mercado de atividade física continuará em expansão e cada vez mais integrado às agendas de saúde, urbanismo e assistência social.

  • expansão do Programa Academia da Saúde;
  • novas portarias federais de promoção da saúde;
  • programas intersetoriais de bem-estar;
  • políticas para envelhecimento ativo;
  • aumento de emendas parlamentares para urbanismo.

 

FAQ — Perguntas estratégicas para fornecedores que atuam com atividade física

 

A consolidação da atividade física como política pública gerou um ambiente de contratação mais dinâmico, com editais que envolvem infraestrutura, serviços especializados, equipamentos urbanos e tecnologia. Para apoiar fornecedores na leitura desse mercado, reunimos abaixo as dúvidas mais frequentes, todas contextualizadas com o comportamento real das compras públicas.

 

1. O que os municípios mais compram quando o assunto é atividade física?

 

As compras municipais refletem políticas contínuas de promoção da saúde, revitalização urbana e convivência comunitária. Por isso, a demanda costuma se concentrar em itens e serviços que estruturam programas permanentes.

Principais contratações:

  • equipamentos para academias ao ar livre, que atendem diferentes faixas etárias;
  • revitalização de praças esportivas, alinhada a projetos de urbanismo saudável;
  • ginástica laboral para servidores, ligada à saúde ocupacional;
  • oficinas e programas para idosos, integradas a CRAS e unidades de saúde;
  • materiais esportivos escolares, devido a projetos do PSE e secretarias de educação.

Essas compras representam políticas transversais e tendem a crescer conforme municípios ampliam ações de prevenção.

  • Leia também: Mobilidade Urbana: Como as Licitações Públicas Transformam Nossas Cidades

 

 

2. Em qual modalidade entram academias ao ar livre?

 

A modalidade mais adequada depende da natureza do objeto contratado:

  • Pregão eletrônico → quando o foco é fornecimento dos equipamentos, classificados como bens comuns.
  • Concorrência → utilizada quando a contratação envolve obras, como implantação completa, reforma de praças e adequação do espaço físico.
  • Dispensa por valor → utilizada para pequenas revitalizações, reparos ou substituição pontual de equipamentos.

A escolha reflete tanto o escopo quanto a maturidade do projeto no município, e todos seguem a Lei 14.133/2021 e registros via PNCP.

 

3. Projetos de atividade física podem ser contratados como serviços?

 

Sim. E isso é bastante comum, especialmente em políticas de promoção da saúde e convivência comunitária.

Podem ser contratados como serviço:

  • oficinas regulares, como dança, caminhada orientada e atividades corporais;
  • ações educativas em escolas e unidades de saúde;
  • programas estruturados para grupos específicos (idosos, usuários com DCNT, servidores públicos);
  • capacitações e formações para equipes intersetoriais.

Esses serviços costumam aparecer em pregões ou concorrências, conforme complexidade e abrangência.

 

4. Como prever demanda municipal por infraestrutura esportiva?

 

A demanda municipal segue padrões claros:

  • picos no início de mandatos, quando prefeitos estruturam programas e obras;
  • execução de emendas parlamentares, especialmente em urbanismo e esporte;
  • implementação de programas federais, como Academia da Saúde e PSE;
  • sazonalidade regional, em função de clima, turismo e vocações locais.

 

Quais documentos técnicos costumam ser exigidos em licitações do setor?

 

Editais desse segmento costumam exigir documentação que garanta segurança, qualidade e conformidade técnica, especialmente quando o objeto envolve equipamentos ou instalação de infraestrutura.

Documentos mais comuns:

  • certificações de qualidade dos materiais;
  • memorial descritivo detalhado;
  • ART/RRT para implantação ou reformas;
  • comprovação de capacidade técnica, incluindo atestados;
  • especificações padronizadas, quando definidas por secretarias ou normativas estaduais.

Esses requisitos ajudam a qualificar o mercado e garantem a durabilidade dos equipamentos e serviços contratados.

 

Atividade física como vetor de oportunidades no setor público

 

A atividade física consolidou-se como política pública estratégica. A combinação de prevenção, inclusão social e infraestrutura urbana cria um ambiente altamente favorável para fornecedores que atuam com serviços, projetos comunitários, mobiliário urbano e tecnologia.

A agenda de atividade física não é uma tendência passageira, é uma política pública duradoura, com orçamento crescente e demanda estruturada nos três níveis de governo.

Empresas que unem visão estratégica + inteligência de mercado + portfólio alinhado às diretrizes públicas terão vantagem competitiva em um dos mercados mais promissores das compras governamentais.

Quer entender como identificar melhor essas oportunidades no setor público? Aprofunde-se no artigo Análise de Mercado: o que é, como fazer e por que ela é essencial para seu negócio, no Blog Sol.

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Lançado em 2014, o In Club é uma iniciativa IBIZ®, referência tecnológica na captura, tratamento, entrega, gestão e inteligência da informação para o mercado de Compras Públicas. A proposta do In Club é integrar a extensa rede de empresas, profissionais prestadores de serviços e fornecedores que atuam direta e indiretamente no mercado de Compras Públicas, tornando-se uma referência, um ponto de encontro.

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