Gustavo Riedel é Gente Que Brilha
Gustavo é um executivo com mais de 25 anos de trajetória no setor da saúde, com passagem por empresas como Novo Nordisk, Novartis, Alcon, 3M, AstraZeneca, DASA e Convatec. Ao longo da carreira,...
20/08/2026
Nesta 29ª edição do Gente Que Brilha, apresentamos a trajetória de Gustavo Riedel, executivo com mais de 25 anos dedicados ao setor de saúde, conectando liderança, gestão, inovação e acesso. Sua atuação percorre diferentes dimensões do mercado, da indústria farmacêutica a medical devices, diagnóstico e genômica, sempre guiada por novos desafios, senso de urgência e foco em ampliar o impacto da saúde na vida das pessoas.
Com vocês, o Gerente Geral da Convatec Brasil Gustavo Riedel em entrevista exclusiva para o Blog SOL.
1Quem é Gustavo Riedel? Conte um pouco sobre você…
Atuo na área da saúde há mais de 25 anos. Costumo dizer que nasci dentro da indústria farmacêutica, já que meu pai também construiu uma longa trajetória no setor e despertou em mim esse interesse desde cedo.
Iniciei minha carreira na Novo Nordisk, na área de diabetes, e depois segui para a Novartis, onde permaneci por 10 anos. Foi uma grande escola para mim, com experiências em diferentes funções e áreas de negócio. Entrei como analista e encerrei meu ciclo na companhia como diretor da Alcon, divisão de oftalmologia do grupo.
Durante esse período, a Novartis me concedeu uma licença para realizar meu MBA na Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, onde permaneci por dois anos. Na mesma época, também tive a oportunidade de fazer um summer job na Johnson & Johnson, na área de Oncologia, experiência que ampliou ainda mais minha visão sobre o setor de saúde em âmbito global.
Após uma década na Novartis, senti que era o momento de buscar novos desafios. Fui convidado para integrar a 3M, assumindo a área hospitalar, com foco no fortalecimento das divisões de esterilização e fixação segura de cateteres. Foi também um período importante de transformação digital e implementação de ferramentas estratégicas de inteligência de mercado.
Na sequência, recebi o convite para ingressar na AstraZeneca, onde assumi a diretoria comercial da empresa toda, duas unidades de negócios cardio e gastro além da responsabilidade pela área de licitações em nível nacional. Foi uma experiência marcada pela implementação de novas ferramentas de gestão e por um forte trabalho de expansão e performance comercial.
Movido pelo interesse em inovação e construção de novos negócios, aceitei posteriormente um dos maiores desafios da minha carreira: liderar a divisão de genética da Dasa para a América Latina. Até então, eu nunca havia atuado nas áreas de diagnóstico, genética ou mesmo em uma empresa brasileira. Durante seis anos, conduzimos uma importante expansão regional, incluindo aquisições no Brasil e no Uruguai, além da abertura de operações no Chile e na Argentina. Nesse período, a Dasa Genômica consolidou-se como uma das principais referências em genética e medicina personalizada no Brasil e na América Latina.
Há cerca de um ano e meio, assumi a liderança da operação brasileira da Convatec, multinacional britânica com sede em Londres. A companhia é uma das líderes globais em ostomia, curativos de alta tecnologia e cateteres hidrofílicos, atuando fortemente em soluções voltadas à qualidade de vida e ao cuidado de pacientes.
Paralelamente à atuação executiva, também participo do ecossistema de inovação como investidor-anjo de startups no Brasil e no exterior. Além disso, leciono no MBA de Marketing da FIA, em parceria com a Sociedade Brasileira de Radiologia, contribuindo para a formação de profissionais da área médica. Também atuo como mentor pela Top2You, iniciativa que conecta executivos experientes a profissionais em desenvolvimento de carreira.
Ao longo da minha trajetória, sempre busquei unir visão estratégica, inovação e desenvolvimento de pessoas, acreditando que a transformação da saúde passa não apenas pela tecnologia, mas também pela capacidade de formar talentos e construir negócios sustentáveis com impacto positivo na vida dos pacientes.

2Highlights da carreira – quais foram os pontos altos de sua carreira? Que fatos relevantes e resultados alcançados você gostaria de destacar?
Um dos grandes marcos da minha trajetória foi o lançamento de Lucentis®, ainda na época da Novartis. O produto representava, naquele momento, um movimento estratégico muito importante para a companhia, por ser o primeiro grande medicamento de especialidades lançado pela Novartis, que até então tinha uma atuação muito concentrada em primary care. Além de ser um blockbuster global, era um enorme desafio de mercado, e participar desse lançamento foi um divisor de águas na minha carreira.
Logo depois, tive a oportunidade de realizar meu MBA na Universidade em Michigan, nos Estados Unidos, uma experiência que considero transformadora tanto do ponto de vista profissional quanto pessoal. Sempre tive o objetivo de estudar fora do Brasil, e aqueles dois anos foram marcados por uma convivência intensa com pessoas de diferentes nacionalidades, muito aprendizado e uma vivência extremamente enriquecedora. Foi uma fase desafiadora inclusive pelo rigor acadêmico e pelo inverno rigoroso de Michigan, mas sem dúvida uma experiência única.
Outro momento importante aconteceu na Alcon, divisão de oftalmologia da Novartis, onde assumi minha primeira posição como diretor. Na época, fui convidado pela executiva Camila Finzi para liderar a divisão de retina, em uma oportunidade que marcou uma nova etapa na minha carreira executiva e ampliou minha visão estratégica e de liderança.
A passagem pela 3M também teve um papel fundamental na minha trajetória, por representar uma mudança importante de segmento. Embora a Alcon já tivesse uma interface com medical devices, a 3M foi minha primeira experiência em uma operação totalmente focada em dispositivos médicos. Foi uma transição relevante, que ampliou ainda mais minha visão sobre o mercado de saúde e suas diferentes dinâmicas.
Mais recentemente, outro grande marco foi a construção da operação de genômica da Dasa para a América Latina. Além de ser minha primeira experiência em uma empresa brasileira de grande porte, também foi meu primeiro contato com os mercados de genética e diagnóstico. Durante esse período, lideramos uma importante expansão regional, com aquisições de empresas no Brasil e no Uruguai, além da estruturação de operações em outros países da América Latina. Foi uma experiência intensa de empreendedorismo corporativo, inovação e construção de negócio.
Atualmente, liderar a operação brasileira da Convatec também representa um momento muito importante da minha trajetória. Assumir a posição de gerente geral no Brasil trouxe uma visão ainda mais ampla sobre gestão, estratégia, cultura organizacional e transformação de negócios em um mercado altamente dinâmico e desafiador.
Ao longo da carreira, sempre procurei tomar decisões pensando não apenas no próximo passo, mas em quais experiências precisaria construir para me preparar para desafios maiores no futuro. Nunca tive certeza de onde chegaria, mas sempre busquei construir uma trajetória consistente, baseada em aprendizado contínuo, adaptação e capacidade de transformação.

3Desafios – a vida profissional e a vida pessoal são feitas de desafios, aqueles que nos tornam melhores, mais fortes e mais capazes. Quais foram os mais marcantes da sua trajetória e que você gostaria de compartilhar conosco?
Um momento que marcou profundamente minha trajetória aconteceu logo após meu retorno do MBA nos Estados Unidos, quando voltei para a Novartis. Naquele período, fui responsável pelo lançamento de Gilenya® em uma extensa região do país, cobrindo 17 estados praticamente do Rio de Janeiro para cima. Foi um ano extremamente intenso, em que realizei mais de 100 voos e passei grande parte do tempo viajando pelo Brasil.
Na época, entendi que aquela experiência seria fundamental para desenvolver minhas habilidades de liderança e gestão de pessoas. Eu liderava uma equipe grande, com profissionais bastante experientes, e sabia que precisava sair da zona de conforto para crescer. Foi um desafio enorme. Brinco que houve momentos em que eu acordava sem saber exatamente em qual cidade estava, tamanha a intensidade da rotina. Mas, olhando para trás, vejo o quanto esse período foi importante para minha formação como executivo e para me preparar para liderar operações cada vez mais complexas.
Outro grande desafio da minha carreira foi a transição para a Dasa. Até então, toda a minha trajetória havia sido construída em multinacionais, e a DASA representava minha primeira experiência em uma empresa brasileira com perfil empreendedor e forte presença dos fundadores. Apesar de já ser uma organização gigantesca, hoje uma das maiores empresas de diagnóstico do mundo , ainda mantinha uma cultura muito conectada ao espírito de dono.
Lembro com clareza do meu primeiro encontro com Pedro Bueno, que na época tinha apenas 29 anos e já era reconhecido como um dos empresários mais jovens e relevantes do país. Tanto ele quanto o co-chairman do conselho, o doutor Romeu Côrtes Domingues, me impressionaram muito pelo propósito, visão de futuro e ambição de transformar a saúde por meio da inovação e da medicina personalizada.
Aceitar aquele convite significava entrar em um mercado completamente novo para mim: genética e diagnóstico. A área de genômica era vista como uma das principais apostas estratégicas da companhia, e existia uma expectativa muito grande de crescimento acelerado. Naturalmente, senti aquele frio na barriga típico dos grandes desafios. Mas, ao olhar para trás e ver tudo o que construímos ao longo de seis anos na DASA Genômica, expansão regional, aquisições e consolidação da operação como referência na América Latina, sinto muito orgulho dessa trajetória.
Recentemente, tive a oportunidade de reencontrar Rafael Lucchesi, atual CEO da DASA, que na época fazia parte do RH da companhia e participou do meu processo de contratação. Durante um almoço, relembramos uma conversa curiosa do início da minha jornada na empresa. Na época, ele comentou comigo: “Riedel, a DASA é muito acelerada”. E eu respondi, em tom de brincadeira: “Eu sou mais”. Anos depois, ele retomou essa frase dizendo: “Bem que você avisou e era verdade”. Foi uma conversa leve, mas que simboliza bastante a intensidade e a velocidade que sempre busquei imprimir nos projetos e desafios ao longo da minha carreira.

4Inspiração – o que te inspira, o que te motiva a cada dia, no exercício de suas atividades profissionais?
Acredito que o que mais me motiva profissionalmente são os novos desafios. É comum que muitos profissionais construam toda a carreira dentro da própria indústria farmacêutica, seguindo caminhos mais tradicionais. No meu caso, sempre busquei explorar diferentes segmentos dentro do ecossistema da saúde.
Ao longo da trajetória, tive a oportunidade de transitar entre pharma, medical devices, diagnóstico, genética e até operações hospitalares. Passei por empresas como Alcon, 3M e atualmente a Convatec, aprofundando minha experiência em dispositivos médicos e tecnologias para saúde. Mais tarde, na Dasa, mergulhei em um universo completamente diferente, ligado à genética, diagnóstico e medicina personalizada.
Na DASA, inclusive, tive uma vivência muito próxima do ambiente hospitalar. Durante os primeiros anos, a área de pesquisa clínica também fazia parte da minha estrutura, o que me levou a atuar diretamente com importantes hospitais do grupo, como o Hospital 9 de Julho e o Santa Paula. Essa experiência ampliou ainda mais minha visão sobre o sistema de saúde como um todo, integrando indústria, diagnóstico, hospitais, pesquisa clínica e inovação.
Acho que essa inquietude positiva, essa vontade constante de aprender, navegar por diferentes áreas e construir novos projetos, é o que realmente me move. Sempre gostei de sair da zona de conforto e buscar experiências que me desafiassem a enxergar o mercado de forma mais ampla e estratégica.
5Projetos atuais – atualmente qual é o projeto ao qual você tem se dedicado mais? Quais são os desafios mais relevantes deste projeto para você como gestor? Acredita que ele trará mudanças estratégicas significativas para a sua área, sua equipe e para a empresa, como um todo?
Estou há cerca de um ano e meio na Convatec, mas costumo brincar que parece que já se passaram cinco anos, tamanha a intensidade desse período. E, sinceramente, gosto disso. Sempre fui uma pessoa muito dinâmica, movida por desafios e ambientes em constante transformação.
A Convatec vem passando por um ciclo de crescimento muito acelerado nos últimos anos, e isso naturalmente exige uma evolução importante da estrutura da companhia. Existe uma diferença enorme entre operar uma empresa em determinado patamar e prepará-la para crescer múltiplas vezes acima disso. Quando o negócio acelera nesse nível, é necessário revisitar processos, estruturas, ferramentas e, principalmente, talentos.
Grande parte do meu foco desde que cheguei tem sido justamente apoiar essa jornada de profissionalização e preparação para os próximos ciclos de crescimento. Isso envolve trazer novas competências, desenvolver capabilities estratégicos, implementar ferramentas mais robustas e fortalecer áreas críticas para o negócio.
Um exemplo importante foi a implementação do IBIZ dentro da companhia. Apesar de ser uma ferramenta amplamente utilizada no setor de saúde para inteligência de mercado e gestão comercial, a empresa ainda não utilizava a plataforma. Hoje, estamos implementando o IBIZ de forma completa, incluindo workflow de aprovações, inteligência de mercado e integração de processos comerciais.
Mas a transformação vai muito além da tecnologia. Estamos também fortalecendo o time com novos perfis profissionais e novas competências, especialmente nas áreas de licitações, commercial excellence, vendas e acesso ao mercado.
A área de licitações é um bom exemplo dessa evolução. Quando cheguei à empresa, a estrutura era composta por duas assistentes. Hoje, temos uma gerente dedicada, cinco analistas e novas ferramentas de gestão e inteligência, refletindo a importância estratégica do mercado público para a companhia.
Era fundamental criar uma área muito mais robusta, preparada para acompanhar o crescimento da operação e a complexidade desse segmento.
Esse último ano e meio tem sido marcado justamente por essa revisão constante de estruturas, responsabilidades, skills e capabilities necessários para sustentar o crescimento da empresa de forma consistente e escalável. Estamos construindo uma organização cada vez mais preparada para continuar acelerando nos próximos anos, sem perder eficiência, qualidade e capacidade de execução.

6Impacto – Tendo passado por tantas áreas diferentes de atuação dentro do segmento da saúde, como você enxerga o impacto das licitações na saúde pública brasileira?
A área de acesso e compras públicas sempre teve um papel muito relevante na minha trajetória profissional. Meu primeiro contato mais próximo com esse universo aconteceu ainda na Novartis, quando atuei com Early Product Planning dentro da estrutura liderada pela executiva Silvia Sfeir.
Na sequência, na Alcon, passei a ter efetivamente a área de licitações sob minha responsabilidade direta e desde então esse tema passou a fazer parte da minha carreira de forma bastante consistente.
Ao longo dos anos, continuei aprofundando essa experiência em diferentes empresas e segmentos da saúde. Na 3M, por exemplo, participei da estruturação da área de licitações. Depois, na AstraZeneca, a área também fazia parte da minha diretoria, assim como acontece atualmente na Convatec.
Hoje, olhando para trás, percebo que já são muitos anos atuando diretamente com acesso, compras públicas e estratégias ligadas ao sistema público de saúde.
Mais do que uma discussão sobre licitações, acredito que o grande tema hoje é acesso à saúde. Recentemente, participei de um debate durante o World Review da IQVIA um dos fóruns mais relevantes do setor liderado pelo meu grande amigo Nilton Paleta, realizado há mais de duas décadas e boa parte da discussão girava justamente em torno de como garantir acesso sustentável às inovações que estão chegando ao mercado.
Estamos vivendo um momento em que há uma enorme aceleração de lançamentos, especialmente em áreas como oncologia, diabetes, terapias gênicas e medicamentos para obesidade. Ao mesmo tempo, muitos desses tratamentos possuem custos extremamente elevados, o que traz um desafio importante para governos, sistemas de saúde e para a própria indústria farmacêutica.
Por isso, acredito que a discussão precisa envolver todos os stakeholders: setor público, setor privado, indústria, sociedade médica, operadoras e, principalmente, os pacientes. O foco central deve ser sempre encontrar modelos sustentáveis que ampliem o acesso da população às novas tecnologias em saúde.
Nesse contexto, um tema que ganha cada vez mais relevância é o compartilhamento de risco. Hoje já existem terapias com custos milionários, e isso exige novas formas de pensar financiamento, previsibilidade e sustentabilidade do sistema. Cada vez mais, a indústria também precisa estar sentada à mesa para construir soluções de longo prazo em parceria com governos e demais agentes do ecossistema.
Acredito que o futuro da saúde passa justamente por essa capacidade de colaboração entre diferentes setores, combinando inovação, sustentabilidade e ampliação de acesso para beneficiar o paciente de forma concreta e duradoura.

7Nova Lei de Licitações – Quais são as principais mudanças trazidas pela nova lei, e, na sua opinião, quais delas são as mais impactantes? Por que você considera essas mudanças tão significativas?
Acredito que a Nova Lei de Licitações representa um avanço importante para o sistema de saúde e para o acesso da população às tecnologias e tratamentos. Ela traz processos mais robustos, maior transparência e uma dinâmica mais ágil, o que, no fim do dia, tem como principal objetivo beneficiar o paciente e melhorar a eficiência das compras públicas.
Naturalmente, assim como acontece em qualquer ambiente regulatório, a evolução é contínua. Daqui a alguns anos, provavelmente teremos novas atualizações e aperfeiçoamentos, porque sempre existirão oportunidades de melhoria. O mais importante é que exista abertura para discutir os processos, evoluir as regras e construir mecanismos cada vez mais eficientes e transparentes.
Mais do que discutir apenas a legislação em si, acredito que o grande ponto é como trazer todos os envolvidos para a mesa setor público, iniciativa privada, indústria, especialistas e sociedade para debater soluções que realmente ampliem o acesso da população à saúde de qualidade.
Costumo dizer que o SUS é algo extraordinário. O Brasil possui um dos maiores e mais complexos sistemas públicos de saúde do mundo, atendendo uma população gigantesca em um modelo universal. A concepção do sistema é admirável e extremamente relevante do ponto de vista social.
Ao mesmo tempo, existe um desafio inevitável de sustentabilidade. Os recursos são limitados e a demanda por inovação cresce continuamente. Por isso, precisamos discutir de forma responsável como priorizar investimentos, ampliar eficiência e garantir que o maior número possível de pessoas tenha acesso aos melhores tratamentos dentro das possibilidades do sistema.
Nesse contexto, a Nova Lei de Licitações contribui para aumentar a transparência, a competitividade e a eficiência dos processos públicos. E acredito que esse movimento de evolução continuará acontecendo nos próximos anos, sempre com o objetivo de tornar o sistema mais ágil, mais sustentável e mais preparado para atender às necessidades da população brasileira.
8Uma frase, um pensamento especial – para finalizar, compartilhe com a gente uma frase, um pensamento ou algo do gênero que faz você vibrar e tem um significado especial para você.
Duas mensagens que costumo repetir bastante ao longo da minha trajetória têm muito a ver com velocidade de execução e disciplina na entrega.
A primeira é: “não deixe para amanhã o que você poderia ter feito anteontem”. Brinco que não é nem sobre fazer rápido “para ontem”, mas sim desenvolver um verdadeiro senso de urgência. Em mercados tão dinâmicos quanto o da saúde, velocidade faz diferença. As empresas precisam ser ágeis, tomar decisões rapidamente e transformar estratégia em execução de forma consistente.

A segunda mensagem em que acredito muito é o conceito de “frequência e sequência”. Ideias são importantes, estratégia é fundamental, mas execução contínua é o que realmente gera resultado. Não adianta ter grandes discussões, excelentes apresentações e inúmeros planos se as ações não acontecem na prática.
O que mais me incomoda é justamente quando vemos muitas ideias sendo debatidas, mas pouca capacidade de transformação real. Por isso, acredito muito na importância de criar uma cultura de acompanhamento constante, consistência e disciplina de execução. São a frequência e a sequência das ações que, no longo prazo, constroem crescimento sustentável e fazem os projetos saírem do papel.

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