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  • Saúde mental no trabalho: onde estão as oportunidades em licitações públicas?
23/10/2025

Saúde mental no trabalho: onde estão as oportunidades em licitações públicas?

Saúde mental no trabalho: onde estão as oportunidades em licitações públicas?

A saúde mental no trabalho deixou de ser apenas uma pauta de recursos humanos e se consolidou como diretriz de política pública e critério de gestão institucional.

De acordo com o Ministério da Saúde (2024), os afastamentos por transtornos mentais cresceram cerca de 130% entre 2022 e 2024, atingindo aproximadamente 470 mil registros. A Cartilha de Saúde Mental e Trabalho identifica fatores como sobrecarga, assédio moral e ausência de suporte psicológico como causas principais de adoecimento.

Em resposta, governos federais, estaduais e municipais estão ampliando programas de prevenção, capacitação e acolhimento — um movimento que transforma a saúde mental em um novo eixo de contratação pública.

Neste artigo, você vai entender:

  • como o tema está estruturado nas políticas públicas;
  • quais tipos de serviços e programas têm sido contratados;
  • e como esse cenário abre novas oportunidades em licitações voltadas à saúde emocional e ao bem-estar institucional.

Boa leitura!

 

O impacto do trabalho na saúde mental

 

Nos últimos anos, o ambiente de trabalho passou a ocupar um papel central no debate sobre saúde mental e políticas públicas. Relatórios do Ministério da Saúde (2024) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que o Brasil está entre os países com maior índice de transtornos mentais relacionados ao trabalho na América Latina, com impactos diretos na produtividade e no orçamento público.

De acordo com o Saúde Mental em Dados (2024), os afastamentos por transtornos mentais cresceram 134% entre 2022 e 2024, alcançando 472 mil registros no INSS — um aumento que representa não apenas uma emergência de saúde, mas também um desafio de gestão e de eficiência institucional.

Apenas em 2024, os gastos públicos com auxílios e indenizações decorrentes de afastamentos psicológicos ultrapassaram R$ 1,4 bilhão, segundo dados do próprio INSS.

A Cartilha de Saúde Mental e Trabalho (MS, 2023) destaca os principais gatilhos do adoecimento emocional:

  • sobrecarga de atividades e pressão por resultados,
  • metas excessivas e falta de pausas adequadas,
  • assédio moral e relações hierárquicas abusivas,
  • ausência de canais institucionais de escuta e acolhimento.

Esses fatores afetam tanto servidores públicos quanto profissionais de empresas contratadas pelo Estado — ampliando o alcance da responsabilidade pública sobre o tema.

Em paralelo, a Cartilha de Prevenção de Suicídio (MS, 2024) destaca que fatores como desemprego, sobrecarga e relações laborais conflituosas estão entre os principais riscos sociais associados ao suicídio, especialmente entre jovens adultos de 25 a 39 anos.

O documento reforça a importância de ambientes institucionais acolhedores e de programas de vigilância e escuta ativa como estratégias de prevenção.

Outra frente relevante é o Plano Nacional de Saúde Mental (PNSM 2024–2027), que prevê a criação de núcleos de atenção psicossocial em órgãos públicos e a expansão da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) com foco na saúde do trabalhador. Esses núcleos são potenciais geradores de licitações voltadas à:

  • capacitação de servidores em escuta ativa,
  • serviços de telepsicologia e triagem automatizada,
  • consultorias em clima organizacional,
  • campanhas educativas e de valorização da vida.

💡 Insight: o avanço das políticas públicas de saúde mental não se limita à assistência — ele atinge a gestão de pessoas, a regulação do trabalho e a contratação pública. O fortalecimento dessa pauta transformou o cuidado emocional em um indicador de eficiência administrativa e responsabilidade social, abrindo espaço para novos formatos de programas e parcerias intersetoriais.

 

Programas contratáveis pelo setor público (versão revisada)

 

Diante do avanço dos transtornos mentais relacionados ao trabalho e da necessidade de estruturar políticas públicas permanentes de prevenção, o governo federal vem ampliando investimentos em ações intersetoriais e na Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).

A RAPS passou a ser o principal eixo dessa expansão, integrando o Plano Nacional de Saúde Mental (2024–2027), o Novo PAC e programas de gestão de pessoas em órgãos públicos.

Hoje, o Brasil conta com cerca de 2.850 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) em funcionamento, segundo o Ministério da Saúde (2024).

O Novo PAC (2023–2026) prevê ainda a implantação de 332 novas unidades CAPS até 2025, com investimento federal estimado em R$ 761 milhões, reforçando o papel da saúde mental na agenda de governo.

Essa ampliação marca uma mudança de paradigma: a saúde mental deixou de ser apenas uma política assistencial e passou a integrar o planejamento estratégico de gestão pública e o bem-estar institucional. 

 

Oportunidades diretas para fornecedores

 

O novo formato de políticas públicas abre espaço para fornecedores especializados em capacitação, atendimento remoto e campanhas institucionais, em parceria com órgãos municipais, estaduais e federais.

Entre as iniciativas mais recentes, destacam-se:

  • O Ministério da Gestão e Inovação (2024), que criou a Política Nacional de Atenção à Saúde Mental do Servidor Público Federal, com capacitações híbridas e ações de acompanhamento previstas para 2025;
  • A Prefeitura de Porto Alegre (RS), que implantou o TelePsi, uma central digital de apoio psicológico que reduziu em cerca de 80% o tempo de espera por atendimento;
  • O programa “Saúde Mental nas Escolas” (MS/MEC, 2024), presente em mais de 1.800 municípios, com contratações locais de psicólogos e assistentes sociais via licitações públicas;
  • E o Programa Estadual de Saúde Mental e Trabalho (Ceará, 2025), que lançou editais para capacitação em escuta ativa, atendimento remoto e campanhas de valorização da vida voltadas a servidores estaduais.

Essas iniciativas ilustram como as políticas de saúde mental evoluíram de projetos pontuais para estruturas contínuas de prevenção e cuidado, gerando contratações recorrentes e novas oportunidades em licitações públicas.

  • Leia também: Saúde mental em alerta: cenário global, políticas públicas e oportunidades para fornecedores

Inteligência de mercado e monitoramento de oportunidades

 

A consolidação da saúde mental como política pública permanente está gerando um novo padrão de contratações governamentais — mais estruturadas, contínuas e baseadas em indicadores de resultado.
Para quem atua nesse segmento, compreender onde e como esses editais surgem tornou-se um diferencial competitivo.

Mais do que acompanhar publicações isoladas, fornecedores e gestores precisam adotar uma leitura analítica do mercado, observando:

 

1. Comportamento das contratações

 

Nos últimos três anos, os editais ligados à saúde mental apresentaram crescimento superior a 130%, segundo dados do Painel de Compras do Governo Federal (2025).
A maioria concentra-se nas áreas de capacitação de servidores, consultorias de prevenção ao assédio e serviços de apoio psicossocial remoto, refletindo o avanço das políticas de bem-estar institucional.

Os contratos também se tornaram mais longos e modulares, o que indica um movimento em direção a modelos contínuos de execução, em vez de ações pontuais de capacitação.

 

2. Fontes de dados e análise preditiva

 

Ferramentas públicas como o Painel de Compras, o SICONV (Sistema de Convênios) e o TransfereGov permitem identificar padrões de contratação e prever picos sazonais de editais — especialmente no segundo semestre, quando os órgãos executam o orçamento de capacitação e RH.

Ao combinar esses dados com registros do CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde) e do INSS, é possível mapear regiões com maior incidência de afastamentos e vulnerabilidade psicossocial, onde tendem a surgir novas licitações de suporte e prevenção.

 

3. Monitoramento regional e setorial

 

As oportunidades não se concentram apenas no nível federal. Em 2025, prefeituras de médio porte e governos estaduais passaram a lançar editais próprios de teleatendimento psicológico, escuta institucional e formação de multiplicadores de saúde mental.
Esses programas, financiados por repasses do Fundo Nacional de Saúde (FNS) e do FNDE, criam um ambiente propício para fornecedores especializados em soluções locais, com foco em execução regionalizada e impacto mensurável.

 

4. Estratégia e posicionamento

 

O monitoramento constante desses dados ajuda empresas e organizações a:

  • identificar palavras-chave estratégicas (saúde mental, psicologia, acolhimento, clima organizacional, bem-estar);
  • reconhecer recorrência e padrões de contratação;
  • alinhar seus portfólios às prioridades interministeriais, como saúde do servidor, educação emocional e bem-estar nas escolas.

Essa leitura inteligente de dados públicos permite antecipar tendências, ajustar propostas técnicas e ocupar espaços estratégicos nas políticas de saúde mental — com planejamento, legitimidade e base técnica.

  • Leia também: Mapeamento de Oportunidades: Como Encontrar Nichos Pouco Disputados nas Licitações

 

Saúde mental e ESG no setor público

 

O fortalecimento da saúde mental também está diretamente relacionado à evolução da agenda ESG (Environmental, Social and Governance) dentro do setor público.
Nos últimos anos, o “S” — o pilar social — ganhou relevância nos editais, abrangendo critérios de bem-estar organizacional, diversidade, segurança psicológica e prevenção ao assédio.

Essa mudança não é apenas conceitual. Ela representa uma nova métrica de sustentabilidade institucional, na qual o desempenho emocional e o clima organizacional são indicadores de governança e produtividade.

 

ESG como critério de contratação pública

 

Diversos órgãos públicos já passaram a incluir indicadores ESG em suas políticas de compras e contratações sustentáveis, como o Decreto Federal nº 11.750/2023, que ampliou os parâmetros de sustentabilidade nas licitações.
Isso significa que empresas que demonstram práticas consistentes de gestão emocional, diversidade e bem-estar têm vantagem competitiva em critérios de pontuação técnica e responsabilidade social.

Essas práticas podem se traduzir em:

  • Programas estruturados de saúde mental corporativa e apoio psicossocial contínuo;
  • Treinamentos de liderança empática e gestão de conflitos;
  • Adoção de protocolos de segurança emocional e canais de escuta interna.

 

A visão do governo sobre sustentabilidade humana

 

Governos e instituições públicas também estão redefinindo seus próprios indicadores de sustentabilidade, incorporando variáveis de saúde emocional e clima organizacional aos diagnósticos de desempenho e inovação em gestão.
Exemplo disso é o Prêmio Nacional de Inovação na Gestão Pública (ENAP, 2025), que criou uma nova categoria em fase de implementação voltada à “Sustentabilidade Humana e Saúde Mental no Setor Público”, reconhecendo órgãos que implementam políticas integradas de acolhimento, prevenção e bem-estar.

Essas transformações demonstram que a pauta da saúde mental ultrapassou o campo da assistência individual e passou a compor a governança institucional e os compromissos ESG, tanto para quem contrata quanto para quem fornece.

A gestão emocional tornou-se um indicador de sustentabilidade organizacional e valor público.
Os governos estão priorizando propostas que unam impacto social, eficiência e transparência — e as empresas que souberem traduzir isso em práticas mensuráveis terão posicionamento diferenciado nas licitações do futuro.

 

FAQ – Perguntas Frequentes sobre Licitações Públicas em Saúde Mental

 

Abaixo, respondemos às principais dúvidas sobre como participar e identificar oportunidades em licitações voltadas à saúde mental e bem-estar no setor público.

 

1. Quais tipos de serviços são contratados pelo governo na área de saúde mental?

 

Os principais contratos envolvem capacitações de servidores, consultorias em gestão emocional, campanhas educativas, plataformas de atendimento remoto e programas de apoio psicossocial contínuos.
Esses serviços são ofertados por órgãos de todas as esferas — municipal, estadual e federal — e podem incluir parcerias intersetoriais com Educação e Trabalho.

 

2. Pequenas empresas podem participar de licitações de saúde mental?

 

Sim. A maioria dos editais de saúde mental e bem-estar institucional permite a participação exclusiva de ME/EPP, conforme a Lei Complementar nº 123/2006.
Empresas menores também podem formar consórcios ou subcontratar especialistas, ampliando sua capacidade técnica para atender às exigências do contrato.

3. O que deve ser destacado em uma proposta técnica em licitações públicas?

 

Para ter destaque competitivo, a proposta deve apresentar:

  • Metodologia clara (indicadores de resultado e cronograma de execução);
  • Equipe multidisciplinar (psicólogos, assistentes sociais, educadores, gestores de RH);
  • Resultados mensuráveis (impacto em clima organizacional e saúde emocional).
    Citar cases de sucesso ou experiências anteriores em projetos de saúde pública aumenta a pontuação técnica.

 

4. Qual é a tendência de crescimento das licitações em saúde mental?

 

Entre 2023 e 2025, o volume de editais relacionados à saúde mental cresceu mais de 130%, segundo o Painel de Compras do Governo Federal (2025).
A tendência é de expansão contínua, impulsionada por programas interministeriais (MS, MEC, MGI) e pela integração da saúde mental à agenda ESG do setor público.

 

5. Como identificar novas oportunidades no segmento de saúde mental?

 

As licitações podem ser monitoradas por meio de palavras-chave estratégicas (saúde mental, psicologia, acolhimento, bem-estar) no Painel de Compras, SICONV e portais estaduais.
Também é importante acompanhar os planos orçamentários anuais e as políticas de gestão de pessoas dos órgãos públicos, que definem as contratações prioritárias.

Dica estratégica: incluir a saúde mental como eixo transversal nas soluções apresentadas — mesmo em editais de treinamento, RH ou ESG — aumenta a aderência e o valor técnico da proposta.

 

O que as licitações em saúde mental revelam sobre o futuro das políticas públicas

 

A saúde mental consolidou-se como eixo estruturante das políticas públicas brasileiras.
Nos próximos anos, deve ocorrer a ampliação de programas intersetoriais, plataformas digitais de acolhimento e serviços permanentes de acompanhamento emocional.

Essas iniciativas reforçam o papel da saúde mental como indicador de eficiência institucional e de governança social.

Compreender esse movimento é essencial para quem atua com políticas públicas, licitações e gestão estratégica. Que tal aprofundar a análise e explorar práticas que fortalecem o planejamento e a eficiência nas contratações públicas? Saiba mais no artigo Estratégias para Otimizar Compras e Licitações no Setor Público.

 

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