Tendências regulatórias em saúde mental: o que o fornecedor público precisa saber
A saúde mental deixou de ser apenas uma pauta assistencial e passou a compor o núcleo
12/08/2025
A hipertensão é uma das condições mais prevalentes e perigosas da saúde global — silenciosa, crescente e cheia de desafios. Neste artigo, você vai entender como a pressão alta se tornou uma questão de saúde pública de proporções alarmantes, conhecer os principais dados globais, as lacunas no diagnóstico e no tratamento, os impactos sociais e econômicos da doença e o que está sendo feito (ou deveria estar) para mudar esse cenário. Uma leitura essencial para quem atua ou se interessa por políticas públicas de saúde. Boa leitura!
Se você atua com planejamento estratégico, análise de políticas públicas ou gestão de compras governamentais, entender o impacto da hipertensão no cenário global é essencial. Essa condição silenciosa e crescente pressiona os sistemas de saúde, cria demandas específicas em licitações e movimenta bilhões em compras públicas. Ao conhecer o contexto completo, sua empresa pode se posicionar com mais estratégia, antecipar oportunidades e contribuir para soluções reais no mercado público.
A prevalência estimada da hipertensão é de 33% entre adultos de 30 a 79 anos. Esse dado revela um panorama alarmante e crescente, exigindo respostas mais rápidas e integradas por parte dos sistemas de saúde e das políticas públicas. Em países com sistemas de saúde frágeis, o problema se intensifica, impactando diretamente a capacidade de prevenção de complicações cardiovasculares graves, como infarto e AVC.
O crescimento da hipertensão ao longo das últimas décadas está diretamente ligado a fatores como aumento da urbanização, mudanças alimentares com maior consumo de sódio e ultraprocessados, redução da atividade física e envelhecimento populacional. Em projeções recentes, a OMS estima que, sem intervenções efetivas, o número de pessoas com hipertensão pode superar 1,5 bilhão até 2030, sobrecarregando ainda mais sistemas de saúde, especialmente em países em desenvolvimento.

Para quem deseja aprofundar o entendimento sobre como temas de saúde impactam diretamente as políticas públicas e as compras governamentais, vale conferir também o artigo Panorama do Câncer 2025: impacto nas políticas públicas e oportunidades nas licitações de saúde.
No Brasil, cerca de 50,7 milhões de adultos entre 30 e 79 anos vivem com hipertensão. A prevalência padronizada por idade é de 45% entre mulheres, 48% entre homens e 42% na população geral, números acima da média global. Apesar de 67% das pessoas com hipertensão estarem diagnosticadas, apenas 62% recebem tratamento, e o controle efetivo é alcançado por somente 33% dos casos. Para atingir a meta global de 50% de controle, seria necessário que aproximadamente 8,4 milhões de brasileiros a mais tivessem acesso a tratamento eficaz.
Em nível regional, as taxas mais altas de prevalência se concentram nas regiões Sul e Sudeste, possivelmente associadas ao maior envelhecimento populacional, enquanto o Norte e o Nordeste enfrentam desafios adicionais de acesso a diagnóstico e acompanhamento contínuo. O SUS desempenha um papel central na triagem e no tratamento, mas enfrenta limitações de infraestrutura e recursos que afetam a cobertura e a regularidade do acompanhamento.
Para mais detalhes sobre o cenário brasileiro e orientações sobre sintomas e tratamento pelo SUS, veja o artigo Hipertensão no Brasil: dados, sintomas e tratamento pelo SUS.

Apesar da magnitude do problema, quase metade das pessoas com hipertensão no mundo desconhece seu diagnóstico. Entre os diagnosticados, apenas 4 em cada 5 recebem tratamento, e desses, somente 1 em cada 5 tem a pressão arterial controlada de forma eficaz. Essa lacuna de cobertura e efetividade é um dos maiores desafios da saúde pública contemporânea.
Experiências internacionais mostram que é possível reverter esse quadro. No Canadá, programas de educação comunitária combinados com telemonitoramento reduziram as taxas de hipertensão não controlada em 15% em cinco anos. Na Finlândia, políticas de redução do sal nos alimentos processados resultaram em queda significativa da pressão arterial média da população e diminuição das mortes por doenças cardiovasculares.
A OMS estima que melhorar a cobertura e a qualidade do tratamento da hipertensão pode evitar 76 milhões de mortes entre 2023 e 2050. Para o Brasil, isso significaria não apenas salvar vidas, mas também reduzir custos hospitalares e otimizar a alocação de recursos em políticas públicas de saúde.

O combate à hipertensão exige mais do que acesso a medicamentos. É necessário um esforço coordenado entre governos, organizações internacionais e sociedade civil para priorizar o tema na agenda de saúde pública. A criação de ambientes que favoreçam estilos de vida saudáveis, o fortalecimento da atenção primária e o investimento em tecnologias de monitoramento são passos fundamentais.
O uso de tecnologia e dados está se tornando um aliado importante. Soluções de telemedicina permitem acompanhamento remoto, enquanto algoritmos de inteligência artificial podem identificar pacientes em risco e personalizar intervenções. O big data também pode apoiar o planejamento de licitações de medicamentos, garantindo compras mais eficientes e alinhadas à demanda real.
Parcerias público-privadas podem acelerar a implementação de programas de prevenção e tratamento, compartilhando recursos, expertise e infraestrutura. Essas iniciativas, alinhadas a campanhas educativas e políticas de incentivo a hábitos saudáveis, têm potencial para reduzir significativamente a incidência e melhorar o controle da hipertensão.
Com ações consistentes, baseadas em evidências e adaptadas às realidades locais, é possível reverter a tendência de crescimento da hipertensão e garantir mais qualidade de vida à população mundial.
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