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19/08/2025

Hipertensão no Brasil: Dados, Sintomas e Tratamento pelo SUS

Hipertensão no Brasil: Dados, Sintomas e Tratamento pelo SUS

A hipertensão arterial é uma das doenças crônicas mais prevalentes no Brasil, com forte impacto na saúde pública e na economia. Em 2023, segundo o Vigitel, a prevalência atingiu 30% da população adulta, o maior índice desde o início da série histórica em 2006. São mais de 388 mortes por dia atribuídas à doença.

Neste artigo, você conhecerá dados atualizados, variações regionais, sintomas, fatores de risco, impacto socioeconômico e como funciona o tratamento gratuito pelo SUS. Boa leitura!

 

Histórico e evolução da hipertensão no Brasil

 

A série histórica do Vigitel mostra uma tendência clara de crescimento:

  • 2006: 22,6%
  • 2011: 24,4%
  • 2021: 26,3%
  • 2023: 30% (maior índice já registrado)

Esse aumento reflete mudanças no perfil demográfico (envelhecimento da população), fatores de risco persistentes (sedentarismo, má alimentação, obesidade) e avanços no diagnóstico — que permitem identificar mais casos.

 

Evolução da prevalência de hipertensão no Brasil entre 2006 e 2023

 

💡 Dica fornecedor governo: Com o aumento da prevalência, cresce também a necessidade de aquisição de equipamentos como esfigmomanômetros, aparelhos de MAPA/MRPA, insumos laboratoriais e sistemas de telemonitoramento — todos com histórico de compras via pregão eletrônico. 

 

Desigualdade regional e por sexo

 

As diferenças regionais e por sexo revelam desigualdades importantes:

  • Mais altas: Rio de Janeiro (34,4%), Porto Alegre (33,0%), Recife (32,6%)
  • Mais baixas: São Luís (19,2%), Boa Vista (19,5%), Macapá (20,4%)

Por sexo:

  • Homens: Rio de Janeiro (31,9%), Porto Alegre (33,1%), São Paulo (29,1%)
  • Mulheres: Rio de Janeiro (36,5%), Recife (36,0%), Salvador (33,8%)

Prevalência de hipertensão por capitais brasileiras segundo Vigitel 2023

💡 Dica fornecedor governo: Capitais com maiores índices tendem a concentrar mais ações de saúde e, consequentemente, mais licitações relacionadas à hipertensão — desde campanhas educativas até a compra de medicamentos e insumos para atenção primária.

 

Impacto socioeconômico

 

A hipertensão impacta fortemente não só a saúde individual, mas também o sistema público e a economia. No setor privado, o absenteísmo entre trabalhadores com doenças crônicas não transmissíveis, como a hipertensão, é 6,3 vezes maior em relação aos que não têm essas condições.

💡 Dica fornecedor governo: Os custos crescentes estimulam o governo a investir em soluções preventivas e de acompanhamento contínuo — abrindo oportunidades para empresas que oferecem tecnologias de monitoramento remoto, serviços de capacitação e campanhas de prevenção.

 

Fatores de risco

 

Segundo o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a hipertensão arterial tem forte componente hereditário, podendo a predisposição genética responder por 30% a 50% dos casos. Fatores ambientais e hábitos de vida pouco saudáveis completam o quadro de risco, aumentando a probabilidade de desenvolvimento da doença.

Principais fatores:

  • Tabagismo
  • Consumo excessivo de álcool
  • Obesidade
  • Sedentarismo
  • Alto consumo de sal
  • Estresse
  • Colesterol alto
  • Raça negra
  • Diabetes

💡 Dica fornecedor governo: Campanhas de prevenção e programas de mudança de hábitos podem gerar licitações para contratação de serviços educativos, compra de materiais de comunicação e fornecimento de kits de triagem.

 

Sintomas da hipertensão

 

A hipertensão é chamada de “doença silenciosa” porque, na maioria dos casos, não apresenta sintomas até estar em estágio avançado ou provocar complicações graves. Quando presentes, os sinais mais comuns incluem:

  • Dores no peito
  • Dor de cabeça
  • Tonturas
  • Zumbido no ouvido
  • Fraqueza
  • Visão embaçada
  • Sangramento nasal

⚠️ Atenção: A ausência de sintomas não significa ausência de risco. Muitas pessoas vivem com pressão arterial elevada sem saber, por isso a medição regular é fundamental para diagnóstico precoce e prevenção de complicações.

 

Prevenção — diretrizes mais recentes

 

A prevenção é a estratégia mais custo-efetiva para reduzir a carga da hipertensão no Brasil:

  • Reduzir consumo de sal para menos de 5g/dia
  • Manter peso saudável
  • Praticar atividade física regular (150 minutos por semana)
  • Controlar estresse
  • Evitar tabaco e álcool
  • Monitorar pressão arterial regularmente
  • Seguir acompanhamento médico periódico

Essas medidas simples e de baixo custo têm potencial de prevenir milhares de casos de hipertensão e de complicações associadas, reduzindo significativamente os gastos do sistema de saúde e melhorando a qualidade de vida da população.

 

Tratamento gratuito pelo SUS

 

O SUS garante medicamentos para hipertensão por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e do Programa Farmácia Popular. Entre os principais disponíveis estão:

  • Diuréticos (hidroclorotiazida, furosemida)
  • Betabloqueadores (atenolol, propranolol)
  • Antagonistas de cálcio (anlodipino, nifedipino)
  • Inibidores da ECA (captopril, enalapril)

📌 Para retirada:

  • Documento com foto
  • CPF
  • Receita médica válida por até 120 dias, emitida pelo SUS ou pela rede privada

💡 Dica fornecedor governo: A manutenção desses programas garante demanda estável para fornecedores de medicamentos, embalagens, logística e serviços de distribuição.

 

Políticas públicas e campanhas recentes

 

O Ministério da Saúde intensificou, desde 2022, campanhas como:

  • Programa Saúde na Hora — ampliação do horário das UBS para facilitar acompanhamento.
  • Estratégia Saúde da Família — foco na atenção primária e visitas domiciliares.
  • Campanha Nacional de Prevenção e Controle da Hipertensão — ações de triagem em locais públicos.

💡 Dica fornecedor governo: Cada ação pública pode gerar editais para compra de insumos (medidores de pressão, material educativo) e contratação de serviços especializados.

 

Diretrizes e perspectivas

 

A Diretriz Brasileira de Medição da Pressão Arterial (2023) reforça o uso de MAPA e MRPA para diagnóstico mais preciso. Uma nova atualização está prevista para 2025.


Apesar dos avanços, desafios como diagnóstico precoce, adesão ao tratamento e acompanhamento contínuo permanecem. Soluções como telemonitoramento, campanhas de educação e parcerias público-privadas podem ampliar o controle da doença no Brasil.

Para comparar estratégias de controle e priorização de políticas, veja também o nosso artigo sobre Hipertensão no Mundo.

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Lançado em 2014, o In Club é uma iniciativa IBIZ®, referência tecnológica na captura, tratamento, entrega, gestão e inteligência da informação para o mercado de Compras Públicas. A proposta do In Club é integrar a extensa rede de empresas, profissionais prestadores de serviços e fornecedores que atuam direta e indiretamente no mercado de Compras Públicas, tornando-se uma referência, um ponto de encontro.

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