Câncer de Mama e o SUS: Impactos, Custos e Oportunidades no Mercado Público
O câncer de mama é a neoplasia mais incidente no mundo e no Brasil, responsável por
21/08/2025
O câncer de mama é a neoplasia mais incidente em mulheres no Brasil e um dos principais desafios da saúde pública mundial. Por sua alta prevalência, gravidade e custos associados, impacta diretamente a organização do SUS (Sistema Único de Saúde) e gera demandas específicas em licitações e compras públicas.
Neste artigo, você vai entender:
Boa leitura!
O câncer de mama é uma neoplasia maligna que se desenvolve nos lóbulos ou ductos mamários. Pode surgir de diferentes alterações proliferativas, como:
O tipo histológico mais comum é o carcinoma ductal infiltrante, responsável por 80% a 90% dos casos.
Embora seja majoritariamente feminino, o câncer de mama masculino corresponde a ~1% dos diagnósticos. Como não há rastreamento populacional para homens, o diagnóstico tende a ser tardio, elevando a gravidade clínica e os custos do cuidado.
Os sinais clínicos variam, mas os mais comuns são:
Importante: muitos casos iniciais são assintomáticos, o que torna o rastreamento por imagem decisivo. Para entender como traduzir riscos de saúde em gestão de risco nos editais, veja o guia do Blog Sol: Licitações: o guia de gestão de riscos para a sua empresa.
Segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer), a estimativa para o triênio 2023–2025 é de 73.610 novos casos anuais de câncer de mama no Brasil (cerca de 20% dos cânceres femininos, excluindo pele não melanoma).
Em mortalidade, trata-se da principal causa de óbito por câncer entre mulheres, respondendo por aproximadamente 16% das mortes por câncer na população feminina em todo o mundo, ocupando o primeiro lugar em 158 países em incidência e 111 em mortalidade.
📊 Os dados nacionais mais recentes do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/DataSUS) indicam que a taxa de mortalidade ajustada por idade (padrão população mundial) foi de 11,71 óbitos por 100 mil mulheres em 2021. As regiões Sudeste (12,43) e Sul (12,69) registraram as maiores taxas, seguidas por Centro-Oeste (10,90), Nordeste (10,75) e Norte (8,59).
A queda observada nos anos de 2020 e 2021 pode estar relacionada à pandemia de Covid-19, que impactou os registros de óbitos e reduziu a procura por rastreamento e diagnóstico.

💡 Dica fornecedor governo: áreas com maior incidência e menor controle tendem a gerar mais licitações de exames, insumos e serviços — tema aprofundado no especial Panorama do Câncer 2025.
O câncer de mama é raro em mulheres <35 anos, com risco crescente após essa idade. Entre 50–69 anos, concentram-se a maior incidência e mortalidade (cerca de 45% dos óbitos), justificando o foco das políticas públicas.
Essa priorização direciona orçamento, campanhas e especificações técnicas dos editais, influenciando demanda por exames, insumos e logística na rede pública.
Não modificáveis:
Modificáveis:
👉 Políticas de prevenção focam nos fatores modificáveis para reduzir incidência e mortalidade. Para uma visão introdutória sobre como funcionam as compras públicas e por que isso importa para sua estratégia, veja: Você realmente sabe o que é licitação?.
O PCDT (Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas) do câncer de mama, utilizado na rede pública, recomenda mamografia bienal para mulheres de 50–69 anos.
Segundo a PNS (Pesquisa Nacional de Saúde) 2019 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a cobertura nacional de mamografia nos últimos dois anos, nessa faixa etária, foi de 58%, com grandes desigualdades regionais:

Consequência direta: regiões menos cobertas geram maior necessidade de contratação (equipamentos, serviços de imagem, logística de exames). Se o tema de rastreamento por hipertensão te interessa como paralelo de políticas públicas, vale este exemplo de abordagem por doença crônica: Hipertensão no Brasil: dados, sintomas e tratamento pelo SUS.
Apesar de avanços em rastreamento, a mortalidade por câncer de mama segue elevada no país. O custo social é amplo:
Para fornecedores, o cenário aponta necessidade de soluções escaláveis — desde reagentes e consumíveis para diagnóstico até serviços de anatomopatologia e telelaudos para acelerar fluxos.
A prioridade do câncer de mama na agenda do SUS implica maior volume de editais em três frentes:
💡 Dica fornecedor governo: acompanhe o PNCP (Portal Nacional de Contratações Públicas) e o ComprasNet; analise históricos e foque em aderência técnica aos PCDTs. Para melhorar governança de propostas e reduzir riscos de desclassificação, use as recomendações do Blog Sol: Licitações: o guia de gestão de riscos para a sua empresa.
Confira as respostas para as perguntas mais frequentemente realizadas sobre câncer de mama:
Não existe prevenção absoluta, mas estilo de vida saudável (peso adequado, atividade física, pouco álcool e nada de tabaco) reduz risco.
Não. Muitos nódulos são benignos. Todo achado, porém, deve ser investigado com exame de imagem e, quando indicado, biópsia.
Sim (≈1% dos casos). Sem rastreamento de rotina, o diagnóstico em homens costuma ser tardio, elevando mortalidade.
Sim. É o padrão-ouro de rastreamento na faixa 50–69 anos e aumenta a chance de diagnóstico precoce.
O PCDT define a faixa-alvo e fluxos; o SISCan (Sistema de Informação do Câncer) monitora cobertura e tempos; e campanhas como Outubro Rosa sustentam a mobilização. Para entender a base regulatória dos processos de compra nesses contextos, veja: Como Aumentar a Competitividade nas Licitações? Dicas e Estratégias
Para reduzir mortalidade e aumentar detecção precoce, o Brasil precisa:
👉 Para fornecedores: o ambiente é de demanda contínua e previsível, mas requer conformidade técnica com PCDT, registro Anvisa e capacidade de atendimento interestadual. Para visão de tendências e impacto setorial, confira também o especial Colaboração como Pilar da Transformação nas Compras Públicas: Lições e Caminhos para o Brasil.
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